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.... Celia .... Nuvens Pintalgadas de Sonho e Algodão Doce

Lopes Célia

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興趣
Sou uma bem disposta! Complicadita.......
Embora tente sempre ser prática... adoro filosofar! ;)
Sentido de humor um tanto ouquanto irónico-sarcástico: hehe! ..mas rio-me tb assim de mim própria, conseguindo redimir-me..:))))! Be Happy!!!!!! :D

星象

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由 

當日行情

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氣象

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15 December

Bem Querer

Bem Querer

O bem querer vem de um lugar
onde a música sopra suavemente
onde poderemos ser leves
plenos
sem ilusão
de sermos outra coisa
é um colo sem prender
um sorriso sem pedir retorno
o lugar onde podes sempre encontrar-me
para ti


Senhor de Si
2 December

...escrever é também calar-se...

 

"E eu agora calo-me e

(nada)

escrevo. Podia dizer que tenho fome

(e falta)

de arremessar letras contra o silêncio

(pequeno)

dos meus dias.

Podia dizer que tenho a falta

(e a fome)

de juntar o vê e o é e o ene e o tê e o ó

(ao espanta-espíritos)

e semear palavras

(como girassóis).

Podia dizer que escrevo

(agora)

e

(por isso)

me calo.

Podia dizer tudo isto

(escrevo),

também escrevo

(nada disto).



(...)



Não me apetece escrever mas grito sem fazer barulho

(para dentro ou lá o que é)

que é para ver se me ouvem ou ouvir se me vêem

(sei lá para quê).

Eu não devia escrever. Mas depois lembro-me

(escrever é também calar-se**)

e acho que concordo

(que eu nunca sei se estou ou não de acordo ou se assim-assim)

que é gritar sem barulho isto de escrever

(mesmo que seja pouco. Mesmo que seja mal).

Eu não devia escrever. Na realidade não há nada sobre o que valha a pena juntar duas letras ou mais

(fazer uma frase),

apenas alguém

(insuficiente)

a quem foi inútil explicar borboletas

(quanto mais fazer-lhe ver a importância dos terramotos que me abalam dentro).

Não é para isso que julgo que escrevo

(falar de gente com carapaça)

mas não sei, honestamente, para que escrevo hoje

(se devia estar a gritar muito calada).

Escrever sobre como

(não se pode)

explicar borboletas a tartarugas, parece-me tão inútil

(medíocre, até)

como usar brincos em orelhas pequeninas. É certo que mais valia

(sem fazer barulho)

(...)


Não tenho nada sobre o que escrever. Só os terramotos e as borboletas que não sei explicar às tartarugas que por vezes aparecem

(vagarosas como sempre)

... E que devia pousar como quem se cala

(não escrever)

as mãos impacientes.



 

* Amos Oz in O Mesmo Mar, p.29

** Marguerite Duras - Écrire"
 

d'O Livro No Espaço Triste (http://livrotriste.blogspot.com/)


18 October

Metade

 

Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim...

  


Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será
Que você está agora?...

Adriana Calcanhoto

1 October

SÉRGIO GODINHO - É TÃO BOM !! ... e Rua Sésamo no seu melhor!

 

    Pois.... para quem diz que nunca ouviu falar nos Amigos do Gaspar... Agora já não tem desculpa! LINDO!!!


    

Yatóyosóyo! ...... eheheheh ......... isto é que era infância! Língua de fora

 

Opah... e não resisto a partilhar estas delícias..... Lembram-se?!

 

ABERTURA DA RUA SÉSAMO:

  

GINASTICAR....

  

.... PENSA LÁ BEM ....                                                                           

  

 

Isto é que era orgulho assumido em Ser uma Vaca:

  

 

... E finalmente ... (versão inglesa) daquelas situações que faziam rir qualquer idade!!!

Manamana.... Manamana...

  

eheheheheheh.... bons tempos Boca aberta

7 August

A ordem (pouco) natural das coisas...

 
 
Uma crónica do Lobo Antunes a não perder.... Visão 804 (31 de Julho 2008)
 
Digitalizar
 
sad but true...
 
«As mulheres têm fios desligados
 
 
Há uns tempos a Joana
- Pai, acabei um namoro à homem.
Perguntei como era acabar um namoro à homem e vai a miúda
-Disse-lhe o problema não está em ti, está em mim.
O que me fez pensar como as mulheres são corajosas e os homens cobardes. Em primeiro lugar só terminam uma relação quando têm outra. Em segundo lugar são incapazes de
- Já não gosto de ti
  de
- Não quero mais 
   chegam com discursos vagos, circulares
- Preciso de tempo para pensar
- Não é que não te amo, amo-te, mas tenho de ficar sozinho umas semanas
   ou declarações do género de
- Tu mereces melhor do que eu
- Estive a reflectir e acho que não te faço feliz
- Necessito de um mês de solidão para sentir a tua falta
   e aos amigos
- Dá-me os parabéns que lá me consegui livrar da chata
- Custou-me mas foi
- Amandei-lhe daquelas lérias do costume e a gaja engoliu
- Chora um dia ou dois e passa-lhe
 e pergunto-me se os homens gostam verdadeiramente das mulheres. Em geral querem uma empregada que lhes resolva o quotidiano e com quem durmam, uma companhia porque têm pavor da solidão, alguém que os ampare nas diarreias, nos colarinhos das camisas e nas gripes, tome conta dos filhos e não os aborreça. Não se apaixonam: entusiasmam-se e nem chegam a conhecer com quem estão. Ignoram o que ela sonha, instalam-se no sofá do dia a dia, incapazes de introduzir o inesperado na rotina, só são ternos quando querem fazer amor e acabado o amor arranjam um pretexto para se levantar
 (chichi, sede, fome, a janela de que se esqueceram de baixar o estore)
ou fingem que dormem pirque não há paciência para abraços e festinhas,
pá, e a respiração dela faz-me comichão nas costas, a mania de ficarem agarradas à gente, no ronhónhó, a mania das ternuras, dos beijos, quem é que atura aquilo? Lembro-me de um sujeito que explicava
- O maior prazer que me dá ter relações com a minha mulher é saber que durante uma semana estou safo
e depois pegam-nos na mão no cinema, encostam-se, colam-se, contam histórias sem interesse nenhum que nunca mais terminam, querem variar de restaurante, querem namoro, diminutivos, palermices e nós ali a aturá-las. O Dinis Machado contava-me de um conhecedor que lhe aclarava as ideias
- As mulheres têm fios desligados
e um outro elucidou-me que eram como os telefones: avariam-se sem que se entenda a razão, emudecem, não funcionam e o remédio é bater com o aparelho na mesa para que comecem a trabalhar outra vez. Meu Deus, que pena me dão as mulheres. Se informam
- Já não gosto de ti
  se informam
-Não quero mais
aí estão eles a alterarem a agressividade com a súplica, ora violentos ora infantis, a fazerem esperas, a chorarem nos SMS a levantarem a mãozinha e, no instante seguinte, a ameaçarem matar-se, a preseguirem, a insistirem, a fazerem figuras tristes, a escreverem cartas lamentosas e ameaçadoras, a entrarem pelo emprego dentro, a pegarem no braço, a sacudirem, a mandarem flores eles que nunca mandavam flores, a colocarem-se de plantão à porta dado que aquela puta há-de ter outro e vai pagá-las, dispostos a partes-gagas, cenas ridículas, gritos. A miséria da maior parte dos casais, elas a sonharem com o Zorro, com o Che Guevara ou eles a sonharem com o decote da vizinha de baixo, de maneira que ao irem para a cama são quatro: os dois que lá se deitam e os outros dois com quem sonham. Sinceramente as minhas filhas preocupam-me: receio que lhe caia na sorte um caramelo que passe à frente delas nas portas, não lhes abra o carro, desapareça logo a seguir por chichi-sede-fome-persiana-mal-descida-e-os-ladrões-percebes, não se levante quando entram, comece a comer primeiro e um belo dia
(para citar noventa por cento dos escritores portugueses)
- O problema não está em ti, está em mim
 a mexerem na faca à mesa ou a atormentarem a argola do guardanapo, cobardes como sempre. Não tenho nada contra os homens: até gosto de alguns. Dos meus amigos. De Shubert. De Ovídio. De Horácio, de Virgílio. De Velásquez. De Rui Costa. De Einzenberger. Razoável, a minha colecção. Não tenho nada contra os homens a não ser no que se refere às mulheres. E não me excluo: fui cobarde, idiota, desonesto.
Fui
(espero que não muitas vezes)
rasca.
Volta e meia surge-me na cabeça uma frase de Conrad em que ele comenta que tudo o que a vida nos pode dar é um certo conhecimento dela que chega tarde demais. Resta-me esperar que ainda não seja tarde para mim. A partir de certa altura deixa-se de se jogar às cartas connosco mesmos e de fazer batota com os outros. O problema não está em ti, está em mim, que extraordinária treta. Como os elogios que vêm logo depois: és inteligente, és sensível, és boa, és generosa, oxalá encontres etc., que mulher não ouviu bugigangas destas? Uma amiga contou-me que o marido iniciou o discurso habitual
- Mereces melhor que eu
 levou como resposta
- Pois mereço. Rua.
Enfim, mais ou menos isto, e estou a ver a cara dele à banda. Nem uma lágrima para amostra. Rua. A mesma lágrima para amostra. Rua. A mesma amiga para uma amiga sua
- O que faço às cartas de amor que me escreveu?
 e a amiga sua
- Manda-lhas. Pode ser que lhe façam falta.
Fazem de certeza: é so copiar mudando o nome. Perguntei à minha amiga
- E depois de ele se ir embora?
- Depois chorei um bocado e passou-me.
Ontém jantámos juntos. Fumámos um cigarro no automóvel dela, fui para casa e comecei a escrever isto. Palavra de honra que na janela uma árvore a sorrir-me. Podem não acreditar mas uma árvore a sorrir-me.»
 
 
 
Sei que este texto não traz nenhuma novidade, mas apeteceu-me relembrar a ironia da realidade com que quase todos nós vivemos, com a hipocrisia breve de um sorriso nos lábios. E a todas a mulheres... Espero que vos passe rápido...
 
12 June

Mª João

 
 
Fantástica... Não entendo como artistas desta qualidade se expõem ao público Comercial das novelas...
 
ENFIM
 
Fica a partilha... (ouçam-na isolada sem associar à novela)
 
 
  
 
 
23 April

[REC]

 
 Se gostas de filmes de terror e estás dispost@ a ver um filme realmente diferente e a apanhar o verdadeiro cagaço (daqueles que te faz levantar as pernas na cadeira do cinema ou encolheres-te tod@ na mesma...) [REC] vale definitivamente a pena!!
 
images
 

Titulo original: [REC]
Realizador: Jaume Balagueró, Francisco Plaza
Actores: Martha Carbonell, Manuel Bronchud, Javier Botet
Idade: 16 anos
Género: Terror
Duração: 85 min
Sessões: 14h30 / 16h40 / 19h00 / 21h20; 6ª-Sab: 23h30 - Fórum Lusomundo Aveiro

 

Resumo: Uma equipa de repórteres de TV decide documentar em directo, uma patrulha de bombeiros em serviço durante a noite. O objectivo é registar a vida destes profissionais, incluindo as situações mais arriscadas. A primeira missão da noite, é resgatar uma senhora idosa que se encontra fechada no seu apartamento por razões desconhecidas. Durante esta missão algo corre terrivelmente mal O que parecia de rotina, torna-se num verdadeiro inferno. Algo maléfico e sinistro está fora de controlo e ameaça a corporação e a equipa de TV. Os papéis invertem-se. A sobrevivência e a fuga terão de se sobrepor ao medo e, custe o que custar, a câmara não é para desligar até ao último momento.

Confuso A VER!!!!!

 
11 April

...Principezinho....

                    
        Tenham que idade tiverem ou sensibilidade suficiente para isso, não deixem de ler ou reler "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry. (http://home.kc.rr.com/slyon/por.html)

 

                  p4p3
           
«Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...»

p2p5

Principezinho no seu Asteróide B 612 ... «todos os dias te podes sentar mais perto»...

Célia Estrela
 

 
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